
Ser pai é saber fazer escolhas.
Antes de Alice nascer escolhemos como ela iria vir para esse mundo, escolhemos nossa equipe, que veio do GAMA, Andréia a obstetra, Cris Balzano a doula, mas como Alice provavelmente já estava achando muito monótona a vida dentro da barriga, resolveu vir antes, daí contamos com a ajuda de Ana Cris, a auxiliar e por último Cacá, o pediatra.
Vou me concentrar em Cacá agora.
Este homem é o médico mais legal que já conheci, aliás nem parece médico. Se envolve com o paciente, não tem pressa em sua agenda, fica uma hora com o paciente, ás vezes uma hora e meia, outras até duas. Tem métodos espetaculares, não aspira o nenê se não é preciso, não arranca o bebê da mão da mãe, nem dá os tapinhas no bumbum, entrega a criança no colo da mãe, deixa o trio se conhecer e deixa o pai cortar o cordão para ele não se sentir tão inútil. No consultório troca a fralda, conversa com a criança e tem uma tiradas fantásticas para os pais que fazem perguntas um tanto...
Tolas a bem da verdade.



No entanto, umas das particularidades do método Cacá, que causa polêmicas, é:
"Vacine quando tiver 4 ou 6 meses. Espere a criança ir para o chão, ter outros contatos."
Enfim, muitos discordam, principalmente os postos de saúde, mas isso nunca é uma imposição (só pelo ministério da saúde), e sim uma escolha.
Aí que entram os pais.
Nós fizemos essa opção.
Durante os seis meses de Alice, brincamos nos divertimos, fomos a todos os lugares. Claro que sempre rolava um medinho, mas tudo faz parte do kit escolha.
Nos seus seis meses e muito, fomos até posto, era um sábado de carnaval, estava fechado. Achamos que não estava funcionando por ser carnaval.
Nos seus sete meses e pouco, 20 de fevereiro, fomos ao posto, era sábado, estava fechado. Descobrimos graças ao taxista, que estava fechado por simplesmente ser sábado. E nós fazendo mal juízo dos funcionários públicos.
Então nos seus setes meses e um pouco mais, 26 de fevereiro, chegamos ao posto, depois de uma visita ao pediatra, me certifiquei de que não teria problema tomar várias vacinas num só dia...
E ele me diz:
– A política do posto, passado tanto tempo depois das vacinas é de captura, vocês não sairão de lá sem todas elas. Mas problema, complicações, não tem.
Saímos do Cacá as 17:23h, ao entrarmos no táxi, eu, gatinha, Alice e tia Jã, corremos para o posto de saúde, o taxista muito de legal disse que chegaria antes dele fechar.
Lá chegamos, Jã saiu na frente para não deixar os funcionários saírem antes das 18h. De dentro do posto, fez sinal de positivo, para sairmos do táxi.
Posto de saúde, 17:37h, segunda porta do corredor a direita.
Dona Neide, nosso primeiro personagem, indaga.
– Quem vai vacinar?
– Ela vai...
– Esse nenê? Desse tamanho?
Neide que era só indagações, pela primeira vez, afirma:
– Vou chamar a enfermeira.
Leila, nossa segunda personagem, entra na sala, com o dedo em riste e aparência de um inquisitor fumante, aquele que acende o cigarro depois de mandar pra fogueira.
17:44h, surge o melhor personagem, a enfermeira Beth.
Ela não sabe que estou circulando perto dela e começa a praguejar.
– Isso é hora de virem no posto vacinar?
– Tanto posto pra vacinarem eles tem que vir logo aqui...
Beth entra na sala, com seu cheiro de cigarro...
– É esse o nenê? Desse tamanho? Porque não vacinaram ainda?
– Vocês deram sorte me encontrar aqui a essa hora...
Penso no que poderia ser o azar...
Respondo:
– Pensei que o posto fechasse as 18h...
– Não para vacinação...
– Mas isso eu não sabia.
Lucia diz...
– Mas eu liguei pra cá e me disseram das 8:00 as 18:00h...
Retorno ao diálogo dizendo:
– Tivemos que deixar o trabalho para virmos aqui hoje, outra vez viemos aqui em dois sábados e estava fechado.
Ela retruca...
– Nenhum abre no sábado!
– Pois é, acabei descobrindo isso...
– Que horror... Vamos abrir a vacina, nem precisa registrar Neide, pois já vai fora mesmo, que horror. Segura esse nenê, nunca piquei um nenê tão grande.
Ao ver Lucia dando o peito para, Alice, uma criança de sete meses Neide e Beth amoleceram. Viram que por mais que não estivesse vacinada, nossa pequenita estava bem protegida.
Chega a hora da agulha e Beth, diz para Lucia.
– Mãe, acorda a nenê, que não gosto de picar ninguém dormindo...
Terminado o pequeno sacrifio necessário da sáude, seguimos para casa, atentos as possíveis reações dos medicamentos. A noite ia ser longa segundo as moças.
1 comentários:
Que estadão está a pequenita,hein? Na foto com a Dra. Jeanine dá prá perder as contas das pregas das perninhas.Ahahahah. Mas está linda.
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